Sigma Start apresenta projetos inovadores em saúde, educação, indústria e gestão pública em Tubarão

O Programa de pré-Incubação Sigma Start, do Sigma Park – Centro de Inovação Regional de Tubarão –, realizou ontem a banca final da edição 2026, reunindo projetos selecionados via edital e focados em soluções digitais com potencial de impacto econômico e social. Ao longo de oito encontros presenciais, mentorias e oficinas, os times avançaram desde a ideação até a estruturação de modelos de negócio, validação de mercado, construção de MVP (produto mínimo viável, ou seja, a primeira versão funcional e testável da solução) e preparo para o pitch (apresentação curta e estratégica do negócio para avaliação e conexão com parceiros e investidores).

 

Na área da saúde, a GooDoctor apresentou uma plataforma de inteligência e governança de dados clínicos que atua como uma “camada de integração” entre diferentes sistemas e instituições de saúde. A proposta é unificar o histórico clínico do paciente, romper com os silos de dados e viabilizar a portabilidade das informações em conformidade com o marco regulatório nacional, reforçando segurança, continuidade do cuidado e protagonismo do paciente. A condução do projeto é pautada pelo ciclo de aprendizado validado, com um MVP que integra dados em tempo real e projeta entrada em mercado após testes e ajustes.
Ainda na saúde, a Brevi focou nos médicos pediatras que atendem intensamente pelo WhatsApp. A solução proposta é uma plataforma web SaaS que se conecta ao WhatsApp pessoal do médico, transcreve áudios, resume mensagens e organiza as conversas em um painel de gestão estruturado, permitindo um atendimento remoto mais organizado e, quando fizer sentido, remunerado. O MVP (versão inicial funcional da plataforma) foi desenhado com uso de inteligência artificial passiva e validado junto a “early adopters”, enquanto o pitch busca sensibilizar tanto pediatras quanto potenciais parceiros do setor de saúde suplementar.

 

No eixo da educação, o CAP-AI (Child Alert Protection) trouxe uma proposta de proteção digital para crianças de 6 a 13 anos em ambientes como Roblox e YouTube. A solução utiliza inteligência artificial preventiva para identificar padrões de comportamento predatório (grooming) em tempo real, gerar alertas para pais e responsáveis e produzir evidências digitais auditáveis que podem subsidiar denúncias formais. O MVP do CAP-AI (primeira versão com monitoramento de chats, motor de IA em português e alertas em tempo real) será aprimorado com base em testes com famílias, enquanto o pitch enfatiza o impacto social e a aderência ao marco legal de proteção de dados e direitos da criança.
Também em educação, o Think Visible apresentou uma plataforma de inteligência pedagógica voltada à Educação Infantil, que transforma a prática de sala de aula em dados estruturados, apoiando a tomada de decisão pedagógica. Já o Unimate Hub mostrou uma plataforma digital para viabilizar o ensino de computação em escolas públicas mesmo sem professor especialista, contribuindo para a implementação da BNCC da Computação. Em ambos os casos, os MVPs (versões iniciais que permitem testar usabilidade e impacto em escolas) e os pitches (apresentações direcionadas a secretarias de educação e redes de ensino) têm foco na escalabilidade e na aderência à realidade da escola pública.

 

No segmento farma, a XFarma apresentou um buscador rápido, seguro e organizado de informações sobre medicamentos para uso no balcão da farmácia. A solução reúne dados confiáveis de indicações, posologia e restrições, reduzindo o tempo de busca e aumentando a segurança no atendimento. O MVP (primeira versão com base de dados estruturada e interface otimizada para o dia a dia da farmácia) sustenta o pitch voltado a redes e farmácias independentes, com ênfase em agilidade, mitigação de erros e melhoria da experiência do cliente.

 

Na indústria e produção, a FluxoCerto mostrou uma plataforma SaaS de automação da programação de produção para pequenas e médias indústrias. A ferramenta captura o conhecimento do especialista em roteiros produtivos, automatiza a geração de ordens de produção, oferece painel em tempo real das linhas e gera relatórios de desempenho, reduzindo dependência de planilhas e fragilidades operacionais. O MVP (conjunto de funcionalidades centrais já operando em clientes piloto) e o pitch (argumento de valor focado em eficiência, previsibilidade de entrega e competitividade) dialogam diretamente com as necessidades das PMIs industriais brasileiras.

 

No eixo gestão pública e govtech, o Holium apresentou uma plataforma para gestão de atendimentos multiprofissionais em municípios, integrando agenda, prontuário, histórico de casos, relatórios e dashboards gerenciais em um único ambiente. A solução busca transformar rotinas fragmentadas em operações mais organizadas, rastreáveis e gerencialmente qualificadas, sobretudo em áreas como psicologia, psicopedagogia e fonoaudiologia. O MVP (módulos mínimos voltados à gestão de casos, agenda e relatórios básicos) será validado em pilotos municipais, enquanto o pitch é direcionado a gestores públicos e secretarias que buscam ganho de eficiência e transparência.

 

No campo da tecnologia aplicada a dados e infraestrutura, a Meshant se posicionou como uma solução de interoperabilidade e governança de dados, apoiando organizações a transformar bases dispersas em ativos confiáveis, integrados e prontos para uso estratégico ou monetização. O MVP (primeira versão da camada de integração e governança) está orientado a casos reais de empresas e órgãos públicos, enquanto o pitch destaca a preparação das organizações para uma economia orientada a dados.

 

Em finanças, varejo e meios de pagamento, o NeoPOS apresentou uma API unificada que conecta ERPs a qualquer SmartPOS do mercado, reduzindo erros, automatizando o envio de valores e viabilizando conciliação em tempo real. O MVP (integração básica com ERPs e principais adquirentes) sustenta um pitch focado em software houses, redes varejistas e parceiros do ecossistema de pagamentos.

 

Em comércio e vendas digitais, a VG Tech trouxe uma solução para empresas que dependem do WhatsApp para vender, reunindo automação oficial via API, CRM e atendimento em um único ambiente, garantindo organização e segurança. O MVP (primeiro conjunto de funcionalidades para gestão de contatos, funis e mensagens) serve de base para um pitch que mira micro e pequenas empresas em busca de escala comercial sem perder o controle.

 

Fechando o conjunto, o Atlas foi destaque no eixo de serviços e gestão empresarial, com uma plataforma de gestão documental para escritórios de contabilidade, que centraliza solicitações, envio e organização de documentos, reduzindo retrabalho, perdas e dispersão em múltiplos canais. O MVP (versão funcional com upload, notificações e histórico) foi concebido a partir de validações com escritórios piloto, e o pitch enfatiza ganho de produtividade e qualidade no relacionamento com clientes.

 

A banca final do Sigma Start 2026 evidencia a diversidade e a qualidade dos projetos desenvolvidos, todos alinhados aos objetivos do edital: fortalecer a cultura empreendedora regional, integrar atores do ecossistema e gerar soluções digitais com impacto relevante para a sociedade e para a economia. Para a comunidade, investidores, poder público e pessoas interessadas em inovação e empreendedorismo, os MVPs apresentados e os pitches realizados indicam um caminho promissor de novos negócios, parcerias e oportunidades que nascem a partir do Sigma Park e se projetam para todo o estado de Santa Catarina.

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