A Inteligência Artificial deixou de ser apenas uma tendência tecnológica e passou a influenciar decisões estratégicas, processos internos, desenvolvimento de produtos e modelos de negócio. Para empresas de tecnologia, acompanhar essa transformação já não é suficiente: é preciso compreender como aplicá-la com responsabilidade, segurança e foco em resultados.
É nesse contexto que o Sigma Park promove, em 29 de julho, a Roda de CEOs — IA na Produção Tecnológica, encontro voltado a CEOs e lideranças estratégicas de empresas da região. A proposta é reunir, em um ambiente de diálogo qualificado, quem está diretamente envolvido nas decisões sobre inovação, competitividade e crescimento empresarial.
A relevância do tema pode ser observada nos dados do mercado. Segundo o McKinsey Global Survey, 78% dos respondentes afirmaram que suas organizações utilizam inteligência artificial em pelo menos uma função empresarial. O levantamento também mostra que a IA generativa já é usada em áreas como marketing e vendas, desenvolvimento de produtos e serviços e operações.
No Brasil, a adoção ainda convive com desafios importantes. A pesquisa TIC Empresas 2024, do Comitê Gestor da Internet no Brasil, identificou que 13% das empresas brasileiras declararam utilizar tecnologias de inteligência artificial. Entre as organizações que adotam a tecnologia, aparecem aplicações relacionadas à automação de processos, análise de dados, segurança digital e atendimento ao cliente. O dado indica, ao mesmo tempo, uma oportunidade e uma responsabilidade: existe espaço para avançar, mas as decisões precisam ser baseadas em conhecimento, planejamento e colaboração.
Para as empresas regionais, participar desse debate é estratégico por pelo menos três motivos.
O primeiro é a competitividade.
A IA pode ajudar a reduzir tarefas repetitivas, acelerar análises, aprimorar a experiência dos clientes e apoiar o desenvolvimento de soluções mais eficientes. No entanto, os ganhos não surgem automaticamente pela simples contratação de uma ferramenta. Eles dependem da identificação correta dos problemas, da qualidade dos dados, da preparação das equipes e da capacidade de transformar tecnologia em valor para o negócio.
O segundo é a formação de um ecossistema mais conectado.
Ambientes de inovação se fortalecem quando empresas, startups, instituições de ensino, poder público e organizações de apoio compartilham experiências e constroem projetos em conjunto. A presença de CEOs nesses espaços contribui para aproximar demandas reais do mercado das competências disponíveis na região, favorecendo parcerias, novos negócios e soluções desenvolvidas a partir de desafios locais.
O terceiro é a construção de uma agenda responsável para a IA.
Questões como proteção de dados, segurança da informação, propriedade intelectual, transparência e qualificação profissional precisam fazer parte das decisões empresariais desde o início. O avanço regulatório também torna esse debate mais urgente: a União Europeia já colocou em vigor o AI Act (gradualmente desde 2024), marco regulatório baseado em níveis de risco, enquanto o Brasil mantém em discussão propostas para estabelecer regras específicas para o desenvolvimento e o uso da inteligência artificial.
Nesse cenário, uma roda de conversa entre lideranças pode produzir algo mais valioso do que uma apresentação sobre tendências: pode gerar entendimento comum sobre os desafios concretos das empresas e abrir caminhos para ações coordenadas. Quando empresários compartilham aprendizados, dificuldades e oportunidades, o ecossistema deixa de ser apenas um conjunto de organizações próximas e passa a funcionar como uma rede capaz de criar soluções, atrair talentos e ampliar sua presença no mercado.
A Roda de CEOs — IA na Produção Tecnológica será realizada no dia 29 de julho, às 19h, no Sigma Park, em Tubarão. Com 26 vagas, o encontro é direcionado a CEOs e lideranças de empresas de tecnologia interessados em discutir aplicações práticas da IA em produtos, processos, serviços e novos modelos de negócio.
Mais do que acompanhar uma transformação global, participar desse debate é uma forma de ajudar a definir como ela será incorporada à economia regional. A inovação local não se fortalece apenas com tecnologia: depende de liderança, cooperação e disposição para construir o próximo passo em conjunto.
Inscrições: Sympla — Roda de CEOs
Fontes
- McKinsey & Company — The state of AI in early 2025: Agents, innovation, and transformation.
- Comitê Gestor da Internet no Brasil — Pesquisa TIC Empresas 2024.
- Comissão Europeia — Regulatory framework for artificial intelligence / AI Act.


