Quando uma mulher se movimenta, o ecossistema inteiro se move

Edição itinerante do Mulheres em Cena leva protagonismo feminino, inovação e conexões a Braço do Norte

Os números sobre a participação feminina na inovação brasileira ainda são desconfortáveis. Mulheres fundam menos de 20% das startups do país e recebem menos de 12% dos investimentos de venture capital. Ocupam apenas 39% dos empregos no setor de tecnologia, embora representem mais da metade da população. Diante desse cenário, a pergunta que se impõe não é se precisamos mudar essa realidade, mas como.

Para o Sigma Park, parte da resposta está em criar espaços — literalmente. Foi o que aconteceu na noite de 30 de setembro de 2026, quando o programa Mulheres em Cena desembarcou em Braço do Norte para mais uma edição itinerante, no House Business Coworking. O encontro reuniu mulheres de trajetórias, profissões e momentos de vida diferentes em uma noite de aprendizado, networking e boas conversas, acompanhadas de vinhos e petiscos em um ambiente acolhedor.

Quatro vozes, um mesmo movimento

A programação trouxe quatro palestrantes com trajetórias que dialogam diretamente com os desafios do protagonismo feminino. Greicy Tramontin abriu a noite provocando reflexões sobre a mentalidade que antecede a inovação — afinal, antes de qualquer tecnologia, inovar começa na forma de pensar. Tatiani Felisbino Brighenti compartilhou sua jornada de uma família para a liderança no mercado de cervejas, um setor historicamente masculino. Daniela Leandro, uma das coordenadoras do programa, trouxe o tema da ação à ideia, e Kelly Boneli fechou a noite com caminhos seguros para novas oportunidades, abordando a segurança jurídica como alicerce para quem empreende.

Mais do que palestras isoladas, a noite revelou uma sinergia rara. As falas se conectaram entre si, os depoimentos das participantes ecoaram as histórias do palco, e as conversas que surgiram nos intervalos ultrapassaram as expectativas da organização.

Não foi apenas sobre ouvir histórias — foi sobre se reconhecer nelas

Para Daniela Leandro,uma das coordenadoras do Mulheres em Cena, a edição de Braço do Norte evidenciou algo que o programa vem construindo a cada encontro.

“Fazer parte da coordenação do Mulheres em Cena tem reforçado em mim a certeza de que precisamos criar mais espaços para que mulheres se encontrem, compartilhem experiências, ampliem suas conexões e, principalmente, reconheçam as possibilidades que existem a partir delas mesmas”, afirma. “A cada edição percebemos que existe uma necessidade real de movimentar esse cenário feminino. São mulheres com trajetórias diferentes, mas que encontram no programa um ambiente de pertencimento, escuta e troca.”

Sobre a edição itinerante, Daniela destaca o que acontece quando o formato encontra o público certo: “Não foi apenas sobre ouvir histórias inspiradoras, mas sobre se reconhecer nelas, compartilhar desafios e perceber novas possibilidades. É isso que acredito que o Mulheres em Cena gera: movimento. Movimento de ideias, de conexões, de confiança e de oportunidades. E quando uma mulher se movimenta, ela também pode movimentar outras mulheres, seus negócios, suas organizações e os ambientes dos quais faz parte.”

Ecossistema de inovação também se faz com pertencimento

Há uma tendência a associar inovação apenas a tecnologia, laboratórios e startups. Mas desenvolver um ecossistema de inovação vai além: significa ampliar espaços de participação e criar condições para que mais pessoas se sintam pertencentes, capazes e protagonistas dentro dele.

É nesse ponto que o Mulheres em Cena se conecta ao propósito do Sigma Park. Os dados mostram que a baixa participação feminina na inovação não decorre de falta de talento ou capacidade — pesquisas indicam que o potencial inventivo das mulheres é comparável ao dos homens —, mas de barreiras sociais e institucionais. Quebrar essas barreiras exige, entre outras coisas, aquilo que aconteceu em Braço do Norte: encontro, escuta e reconhecimento mútuo.

“O Mulheres em Cena nasceu para criar conexões, mas estamos percebendo que, quando essas conexões acontecem de verdade, elas geram algo ainda maior: novas possibilidades”, resume Daniela.

Próximas edições

O Mulheres em Cena segue seu formato itinerante, levando o programa a novas cidades da região. As próximas edições serão divulgadas em breve nos canais oficiais do Sigma Park.

Porque quando uma mulher se movimenta, ela não caminha sozinha — ela abre caminho para outras. E é assim, encontro após encontro, que um ecossistema de inovação se torna de fato mais diverso, mais forte e mais completo

Esse artigo foi escrito por: